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PASTOR DIZ QUE ERA ALVO DE GLAIDSON

Fabrício Valadares, de Cabo Frio, estaria na lista de concorrentes da G.A.S marcados para morrer. Verdades com a Ana abre espaço para defesas, mas advogada de Glaidson desma

rca por causa de imprevisto e advogada da G.A.S não pode participar por outros compromissos.


A principal pergunta, se os clientes vão receber o dinheiro de volta, ainda permanece sem resposta. Mas as investigações sobre as empresas que estariam envolvidas em um esquema de pirâmides financeiras usando criptomoedas avançaram desde a exibição da 1ª parte do Verdades com a Ana sobre o tema, no dia 19 de setembro. O programa, âncorado pela jornalista Ana Paula Mendes, conversou com os advogados Jeferson Brandão e Luciano Régis, que sustentam as acusações contra a G.A.S. Consultoria e os donos dela, Glaidson Acácio dos Santos, que está preso e a mulher dele, Mirelis Zerpa, considerada foragida pela justiça brasileira.


O episódio 13 do Verdades com a Ana, que foi publicado hoje, estava reservado, antes mesmo da exibição da 1ª parte, para uma conversa com as defesas da G.A.S. e também de Glaidson Acácio. A advogada Flávia Froes, que defende Glaidson das acusações de assassinato e tentativa de assassinato, havia confirmado presença na gravação do programa no dia 28 de setembro. Mas, alegando um imprevisto, a entrevista foi remarcada. A advogada Juliana Bierrenbach, que defende a G.A.S. também foi convidada. Mas por questão de agenda, pediu para que a entrevista no Verdades com a Ana fosse feita posteriormente. As duas agendaram entrevista no programa na primeira semana de outubro.


O espaço criado pelo Verdades com a Ana para ouvir as defesas, aberto antes da exibição da 1ª parte do programa sobre criptomoedas, permanecerá à disposição. Porque jornalismo com credibilidade se faz assim, ouvindo todos os lados.


Quando as defesas estiverem presentes poderão confrontar, por exemplo, as acusações apresentadas na última sessão da CPI das Pirâmides Financeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília. Baseados em dados da justiça, das Polícias Federal e Civil e do Ministério Público, a CPI diz que a G.A.S. fazia pirâmide financeira e aplicou um golpe de R$ 38 bilhões. Na sessão do dia 21 de setembro, os deputados ouviram o consultor da G.A.S., o ex-pastor cabo-friense Thiago Farias de Araújo Souza. Ele foi prestar depoimento como testemunha, mas saiu de lá como investigado. Os deputados não aceitaram os argumentos de Thiago de que a empresa não faz pirâmide financeira. E ainda a alegação de que se Glaidson for solto e o dinheiro da G.A.S. for desbloqueado pela justiça, os clientes irão receber o dinheiro de volta. "Existe justiça no Brasil", disse o deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade/RJ), presidente da CPI, se referindo às investigações da Polícia Federal que apontaram a existência do crime. "O dinheiro bloqueado pela justiça atualmente não paga nem 10% dos clientes", disse Áureo, se baseando em dados da PF.


O deputado Alfredo Gastar (União/AL) foi enfático ao tomar o depoimento de Thiago Farias. Citou declarações feitas por ele em live, onde teria dito que há dinheiro nas mãos da G.A.S. para pagar a todos. "O senhor sabe onde está esse dinheiro?", perguntou o deputado. "Cuidado com a resposta, porque se o senhor disser sim terá que mostrar onde está o dinheiro, senão vai preso". Thiago Farias admitiu que não sabe sobre o dinheiro, mas disse que confia na palavra de Glaidson. Neste momento, o deputado Aureo Ribeiro relembrou que, na CPI, o próprio Glaidson disse que o dinheiro aplicado no mercado de criptomoedas existe, mas para ter acesso a ele é preciso de senhas. "E o próprio Glaidson já anunciou que não vai dar essas senhas", disse.

A Polícia Federal já confirmou que Glaidson tem criptomoedas guardadas, e que estão numa carteira digital apreendida em 2021. São mais de 318 mil dashcores, um outro tipo de criptomoeda. A estimativa é que, na época, elas estavam avaliadas em quase R$ 500 milhões.


O deputado Caio Vianna (PSD/RJ) foi um dos mais críticos à postura do depoente. Ele afirmou que Thiago Farias não poderia estar em uma CPI, que é um instrumento público, defendendo uma empresa considerada criminosa por ele. "Não é possível que o depoente continue divulgando essa ideia que já estragou a vida de milhares de famílias", disse. No fim da sessão, o deputado Caio Vianna disse que ele e a equipe dele estavam sendo encarados por pessoas que estavam na platéia e que estava se sentindo ameaçado. Vianna pediu uma escolta para poder voltar ao Rio.


Durante a CPI, os deputados também relembraram o nome de Mirelis Zerpa. E que a mulher de Glaidson teria comprado um novo bem: um carro avaliado em quase R$ 3 milhões. O presente é um Rolls-Royce, um dos carros mais luxuosos do mundo. Os parlamentares também citaram o lançamento da carreira musical da mulher de Glaidson, que se lançou como DJ, como direito a um vídeo exibido na Times Square, em Nova York, um dos endereços mais famosos do planeta. No último domingo, o programa Fantástico, da TV Globo, trouxe novas informações sobre Mirelis. Uma delas foi a compra de um avião avaliado em R$ 4 milhões. E outra, que, segundo a Polícia Federal, um novo mandado de prisão contra Mirelis foi expedido e ela voltou a ser considerada foragida da justiça brasileira.


O Verdades com a Ana procurou ouvir a defesa de Mirelis Zerpa antes da 1ª parte do programa sobre criptomoedas ser exibida. Mas nunca houve manifestação. Só que para nossa surpresa, no último domingo, Mirelis respondeu à postagem da chamada deste episódio. E negou que tenha comprado um carro de luxo. Já ao Fantástico, a defesa dela disse que Mirelis vivia legalmente nos EUA, 6 meses antes da operação da Polícia Federal. Sua função na empresa jamais foi de captar clientes. Jamais teve função administrativa, jurídica ou contábil. Sequer tinha acesso a tais dados. E que a G.A.S. nunca foi pirâmide.


Pastor - Além de detalhes da CPI das Pirâmides Financeiras, o episódio 13 do Verdades com a Ana traz uma entrevista exclusiva com o pastor Fabrício Valadares, atual secretário de Assistência Social de Cabo Frio. Recentemente, o pastor teve o nome dele envolvido nas investigações dos supostos crimes cometidos por Glaidson Acácio dos Santos. De acordo com o Ministério Público, após checagem de ligações feitas pelo dono da G.A.S., Glaidson planejava matar o pastor Fabrício Valadares. Ele era considerado um concorrente da G.A.S. No depoimento enviado ao Verdades com a Ana, Fabrício Valadares conta que alugava um espaço na cafeteria que ele tinha para um grupo que trabalhava com criptomoedas. E passou a indicá-los para possíveis investidores. 'Eu nunca fui consultor de empresa alguma", disse o pastor. "E fiquei muito assustado quando a polícia me disse que eu era um alvo do Glaidson. Eu nunca fiz nada de errado, não tenho nada contra mim", desabafou.


Glaidson responde na justiça pelo assassinato do trader Wesley Pessano, assassinado em São Pedro da Aldeia em 2019. E pela tentativa de homicídio de Nilson Alves da Silva, o Nilsinho. A defesa de Glaidson nega os crimes.


Pirâmide - De acordo com especialistas em economia, uma pirâmide financeira é um esquema criminoso e fraudulento no qual as pessoas são atraídas para investir dinheiro com a promessa de retornos elevados. É considerado ilegal e prejudicial desde a década de 1950, quando virou crime no Brasil. O termo "pirâmide" é usado porque a estrutura desse esquema se assemelha a uma pirâmide quando é representada visualmente. Na base, há um grande número de participantes recrutados recentemente, e à medida que você avança para os níveis superiores, há menos participantes, representando os que ingressaram anteriormente. Os golpistas recrutam outras pessoas abaixo deles, criando diferentes níveis ou camadas, semelhantes às fileiras de blocos em uma pirâmide.


A ideia é que os pagamentos feitos aos participantes nos níveis superiores são financiados pelos investimentos feitos por aqueles nos níveis inferiores. Para isso, oferecem lucros mágicos em pouco tempo e sem risco, dizem que você deve trazer o maior número de pessoas possível para o esquema e seu sucesso depende de entrar antes de outras vítimas. Isso cria uma ilusão de lucros e incentiva as pessoas a recrutar mais participantes, aumentando assim a base da pirâmide. No entanto, como a base precisa crescer exponencialmente para manter o esquema funcionando, ele se torna insustentável e eventualmente entra em colapso, deixando a maioria dos participantes no prejuízo.

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